Superstorm Entrevista: Camilo Coutinho

Superstorm Entrevista: Camilo Coutinho

Fala leitores do Superstorm!

A nossa entrevista de hoje é com um cara muito gente boa e carismático, que tive o prazer de conhecer no Afiliados Brasil em São Paulo, neste ano.

Apresento a vocês: Camilo Coutinho, que por sinal, aceitou fazer a entrevista sem questionar assim que fiz o convite!

Agora vamos conhecer mais sobre ele, e também o que nos conta sobre o Marketing Digital.

1 – O que você espera do Marketing Digital em 2015?

Sendo bem sincero e descontraído, espero que o conteúdo seja maior do que as ferramentas. Veja bem, não estou falando para não focar em dinheiro, mas para focar em conteúdo relevante para a audiência, muito mais do que somente dicas de atalhos e etc. Acho que muitas empresas buscam ideias mirabolantes, ações em novas plataformas, mas ainda não se deram conta que seus sites não são responsivos.

2 – Com uma infinidade de conteúdo na internet, por que as pequenas empresas ainda tem receio em investir no marketing digital?

Não sei se é receio a palavra certa. Acredito mais em falta de tempo focado nisso, pois as contas chegam muito rápido e não é fácil dedicar um tempo maior no planejamento e novas mídias, quando se está preocupado com a conta de telefone e tudo mais. Vejo isso o tempo todo com pessoas que falam comigo, que me contratam como consultor, ou com meus alunos. No momento que o pequeno ou micro empresário se dedica em entender o mkt digital, dificilmente ele volta atrás, e com certeza obterá muito mais resultado.

3 – Como um novo negócio pode se diferenciar e vender mais na internet?

A bola da vez agora é o conteúdo para nichos. Não adianta mais você querem ser a loja que vende comida para animais, você precisa ser a loja que vende a melhor ração para gatos que vivem em apartamentos. As pessoas estão em uma avalanche de informação, e é cada vez maior a responsabilidade do produtor, mastigar o conteúdo para o cliente, tornando muito mais fácil e rápido o “namoro” para a compra.

4 – Quando um negócio precisa de uma nova estratégia de marketing?

Eu sempre acho que é hora de pensar e repensar. Na criação temos o briefing e o rebriefing. O que estou dizendo não é que você deve ser um pião maluco mudando toda hora de estratégia, mas que ao término do ciclo de uma estratégia, com os dados analisados, e com as campanhas finalizadas, você tem muito mais informação para saber como fazer o ajuste fino da sua estratégia ou mesmo mudar ela inteira.

5 – Marketing como despesa x Marketing como investimento. Como você enxerga isso, diante da crise vivida no mercado?

Quem enxerga o marketing como despesa, realmente está na crise. O marketing é a possibilidade de criar novos caminhos, independente do momento econômico. Quando muitas pessoas estão preocupadas com a crise e pensando em como ela vai destruir tudo, do outro lado tem alguém criando um treinamento, curso ou palestra para vender, pensando em como motivar essas pessoas. Não é porque você mora em uma região sem chuva, que o vidro do seu carro se torna uma despesa. A empresa precisa entender que o marketing e a comunicação apresentam a empresa para o mundo, e como diz Woody Allen, 80% do sucesso consiste em ser visto.

6 – Qual o seu maior desafio ao criar campanhas em vídeo para os seus clientes? 

Encontrar a verdade de cada cliente, pois o consumidor consegue captar quando o cliente está lendo ou mesmo quando aquilo que está passando no vídeo não é a verdade do cliente.

7- De qual a maneira uma marca pode engajar os fãs através de vídeos na mídia social?

O vídeo por si só já é muito engajador, mas se pudesse somente uma dica, eu falaria do modelo que temos aqui de exportar o conteúdo em diversos formatos e pulverizar esse conteúdo em diversas plataformas. É como se o vídeo do youtube, também fosse para o facebook e tivesse um teaser no instagram, snapchat e vine.

8 – Qual estratégia de marketing digital uma marca não pode deixar de fazer? 

Isso é bem complicado, pois cada setor tem uma estratégia diferente, mas acredito que o principal é sempre estar em busca de surpreender o cliente, seja com uma experiência, seja com desconto.
E aí voltamos para o básico de levar o seu cliente de “curioso pela marca” até o “promotor” que defende e atua muito seriamente nas redes. A estratégia de manter feliz o seu cliente é uma das mais difíceis, mas ao mesmo tempo, mais recompensadoras (e ouso dizer, mais barata se comparada a conquista de um cliente novo), pois o seu cliente já te conhece, sabe mais do seu produto do que você, então o seu papel é contar uma nova história para ele a cada novo ponto de contato com a sua marca. É por isso que marcas gigantes como Disney, fazem os clientes se apaixonarem, pois vendem muito mais do que parques, roupas e desenhos. A Disney vende conteúdo, histórias, e como o próprio Walt Disney falava: E tudo isso começou com um rato.

9 – Camilo, você é publicitário, tem mais de 10 anos de experiência em marketing digital e já  trabalhou em grandes players como B2W Viagens e BuscaPé. Conte para nós algum Case seu que fez ou faz sucesso até hoje.

A maioria das minhas ações e cases tanto nessas empresas que citou como na agência de propaganda que trabalhei, a VML, foram projetos de varejo, ou seja que duraram um 1 ano no máximo, então hoje não tenho nenhum deles ainda no ar. Hoje em dia a minha maior aposta é o meu novo canal de conteúdo chamado Play de Prata, o canal para as pessoas que querem atingir o primeiro grande objetivo do youtube, os 100 mil inscritos. O nome inclusive vem justamente dessa primeira “meta”, pois quando você tem um canal no Youtube e atinge 100 mil inscritos, o Youtube te envia um quadro com um play de prata em agradecimento ao seu conteúdo criado na plataforma. Então acho que hoje é esse o projeto que tenho voltado meus esforços, para contar mais sobre tudo o que faço com vídeos, dicas para canais, dia a dia de eventos e tudo mais, lá no Play de Prata.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.