A diferença entre planejamento e fazer Power Point

A diferença entre planejamento e fazer Power Point

Acredite, existe uma diferença sim!

Parece mentira, mas existe uma linha entre você fazer planejamento e fazer um Power Point. Em aula, eu sempre cito um exemplo, da Talent e Gillette, na década de 80, que montou uma das maiores estratégias de comunicação com um papel, caneta e um desenho na frente do presidente da marca no Brasil na época.

O que o planejamento faz? Estudos? Pesquisa? Power Point ou Keynote? Bem, ainda estamos na definição exata, prova disso, é que nos últimos eventos do Grupo de Planejamento e Top de Planejamento muito se falou sobre o nosso papel e por mais que possa parecer engraçado, não se chegou a uma conclusão, mas algo é unanime: entregamos inteligência de comunicação.

Essa inteligência é o que espera-se do planejamento. Por exemplo, pegar um print do site da concorrência e colocar no material que será apresentado ao cliente é fazer PPT (Power Point).

Isso o estagiário, o filho de 8 anos, o sobrinho de 9 anos do diretor também faz. Pegar esse mesmo print e fazer um estudo, mostrar posicionamento da marca, caminhos, ponto fortes e fracos (sim, a matriz SWOT se usa no mercado e não apenas na prova de marketing), isso é inteligência, isso é planejamento.

Mostrar que a Fan Page da concorrência tem X curtidas, Y seguidores, Z compartilhamentos. Isso é PPT. Entender a linha de comunicação, o que as pessoas falam, como falam, como é a interação da marca, o que ela mais patrocina, por que patrocina. Isso é planejamento. Há ferramentas para mostrar alguns desses dados, mas interpretar esses dados é planejamento!

Digitar no Google “comportamento dos Millennials”, copiar os textos e colocar como perfil de público, isso é PPT, aliás, vou além, isso é ser “Google Planner” que o genial Jon Steel prega como NÃO SER PLANEJADOR.

Pegar esse estudo, confrontar com outros, ir para a rua, analisar o que eles falam na internet, nas páginas das marcas, nos sites, como consomem em lojas físicas, o que pensam, como agem, o que esperam das marcas, usar ferramentas de estudo pagas como TGI, Marplan, ComScore, SerasaExperian, Ibope, Mundo do Marketing Inteligência, Trendwatching, Google Analytics, Google Insghts for search, SemRush, Google Formulários e SurveyMonkey (que você pode criar a sua pesquisa e disparar pela web), Jornada de consumo, Peoplescope, Midia Dados (Grupo de Midia), Innovation Insider, IBM Watson, ferramentas de behaviour target, mapa de calor no site, mapa de calor em loja física, precificação em lojas online, enfim, olha a porrada de ferramentas que temos a disposição – e tem muito mais além dessas – analisar todos os dados que essas ferramentas entregam e traduzir tudo isso em uma linha de comunicação é planejamento.

A diferença entre a campanha precisar de um profissional de planejamento e um estagiário para tirar print de tela e colocar no PPT é a inteligência que você, profissional de planejamento, entrega, ou então o cliente não vai perceber valor no seu trabalho. E com razão!

Felipe Morais

Coordenador do MBA de Marketing Digital e do MBA de Gestão Estratégica de E-commerce da Faculdade Impacta. Professor de cursos de MBA, Pós e EAD. Palestrante, autor do livro Planejamento Estratégico Digital (Ed. Saraiva) e Sócio-diretor da FM Consultoria em Planejamento. Já participou de mais de 300 projetos digitais ao longo da carreira.

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