Conheça o neuromarketing e melhore a presença nas Mídias Sociais

Conheça o neuromarketing e melhore a presença nas Mídias Sociais

O antigo ditado “uma imagem vale mais que mil palavras” nunca esteve tão em alta. Na Era Digital, texto demais gera atenção de menos. Já os recursos de comunicação visual capturam a atenção dos internautas. Nas Mídias Sociais, por exemplo, experimente dizer a mesma coisa em um dia por meio de palavras e números, e em outro utilize uma foto ou algum tipo de recurso visual. É bem provável que a maior atenção do público recairá sobre a segunda alternativa.

A força das imagens na disseminação de conteúdo online é explicada por uma área de estudos chamada neuromarketing, que busca compreender as atividades mentais do consumidor e suas reações emocionais e comportamentais quando este é submetido a propagandas ou outras ações de marketing. Os desejos e impulsos que formam a lógica de consumo, ou seja, os gatilhos cerebrais que influenciam nossas decisões de compra, estão entre os aspectos analisados. Para isso são usados exames como os de ressonância magnética e eletroencefalogramas que permitem às equipes multidisciplinares de pesquisadores entenderem, por exemplo, quais são as preferências mais ocultas dos consumidores quando eles são expostos a imagens de determinados produtos. Isso é possível porque a resposta dada pelo corpo humano – como o movimento e dilatação das pupilas – entrega toda a verdade que um simples questionário não conseguiria.

É por isso que esses estudos estão sendo cada vez mais usados pelas empresas para definir suas estratégias de marketing o que, consequentemente, tem interferido nos conteúdos publicados pelas marcas, todos os dias, no Facebook, Instagram, YouTube, entre outras Mídias Sociais.

Mas vamos voltar ao início deste artigo, quando foi dito que imagens devem ser priorizadas nas Mídias Sociais. Essa é apenas uma das descobertas do neuromarketing até o momento e que podem ajudar na presença online do seu negócio:

#1 Explore o sentido da Visão

Nosso cérebro é bastante sensível a estímulos visuais, então busque usar o máximo que puder essa forma de comunicação. Sua empresa gosta de divulgar podcasts? Ok, esse é um recurso de áudio, mas na divulgação desse conteúdo você pode lançar mão de um design que combine palavras e cores com objetivo de chamar a atenção para o podcast. O sentido da visão é tão importante que podemos sentir aflição, alegria, raiva etc. apenas vendo uma imagem. Inspire emoções específicas em seu público com fotos e vídeos; não perca essa oportunidade.

#2 Lembre-se: a compra não é racional

A maior parte de nossas decisões de compra é tomada em nível subconsciente, pela área do cérebro que controla nossos instintos básicos: luta, fuga, comida, sexo, sobrevivência etc. A decisão se processa antes que possamos raciocinar e aplicar qualquer lógica no ato de consumo. Isso significa que um post no Facebook ou um vídeo no YouTube que acionar o inconsciente do consumidor – puxando suas memórias e experiências positivas do passado, mobilizando suas emoções –, surtirá mais efeito para que ele se lembre da sua marca. O consumidor pode até explicar racionalmente a compra que fez, mas nem mesmo ele sabe que foi o lado “irracional” quem decidiu primeiro. É por isso que tantas compras são feitas por impulso. J

#3 Entenda: o “eu” está primeiro lugar

O cérebro primitivo ao qual se refere o item anterior está sempre preocupado com o “eu”. Ao ver uma postagem nas Mídias Sociais o consumidor irá questionar mesmo que ele nem tenha consciência disso: De que forma isso que estou lendo vai me ajudar? Como manterá minha sobrevivência no trabalho? Qual ajuda vou receber para ter uma aparência melhor e conseguir reproduzir? Isso vai me ajudar a melhorar o humor? O fato é que o internauta espera sempre uma gratificação. Pense nisso ao produzir o conteúdo que você publica. Ele deve ajudar o consumidor a identificar necessidades e desafios, percebendo que a solução para o que busca está na sua empresa.

#4 Capriche no começo e no fim

Lembra daquele dizer “a primeira impressão é a que fica?”. Pois para o cérebro primitivo o que aparece primeiro (no começo) e por último (no fim) de uma situação determina a impressão geral que ele irá ter dessa mesma situação. Vamos usar como exemplo o vídeo que você está preparando sobre o seu negócio para postar no YouTube. Lembre-se que a abertura e o encerramento deixarão as marcas mais importante na pessoa que assistir ao vídeo. Por isso é importante destacar a mensagem que você quer passar logo no início e terminar o vídeo também com ela. O que vier no meio do vídeo é o que menos importa porque a tendência é que o consumidor esqueça o que foi apresentado. Isso vale também para o contato com o consumidor: se sua empresa errou com ele em algum momento, cuide para resolver e garantir que no final ele saia com a melhor impressão possível.

#5 Invista em mensagens-contraste

Observando uma mata de longe talvez você não consiga diferenciar uma árvore da outra. Mas se alguma delas estiver carregada de flores amarelas, com certeza chamará sua atenção. Nosso cérebro tem sensibilidade para detectar contrastes e esse mecanismo tem alto poder de influenciar nas escolhas que fazemos. Quando não há contraste, o cérebro se confunde e adia as escolhas. Pense na quantidade de informações que você recebe diariamente e quais chamam a sua atenção. As mais “contrastantes” com o comum, que despertam uma outra maneira de ver as coisas, são mais facilmente notadas, não? Estamos confortáveis com o que nos é familiar, mas quando algo nos intriga, queremos entender o que é, queremos aprender. Construa uma mensagem incomum e ela será percebida. Cuidado para que essa mensagem não seja um tiro no pé da sua marca, ok?

#6 Mostre o que é palpável

Nosso cérebro primitivo é fã da lei do menor esforço. Tudo que puder tornar as coisas mais simples para ele, economizando sua energia, será bem-vindo. Esse sistema humano de sobrevivência não lida bem com abstrações; prefere o que é concreto e palpável. Então, nada de viajar na maionese se quiser vender. Mostre em suas publicações nas Mídias Sociais de que forma seu produto pode melhorar a vida do cliente ou do planeta. Seja específico e bastante claro, mas nada de tentar convencer o consumidor com números. Lembre-se que o cérebro primitivo – que realmente manda nas decisões de compra – não é influenciado dessa forma. Ele precisa acreditar em algo que faça um sentido mais amplo. Você pode convidar o cliente a experimentar seu produto. Ou pode caprichar nos conteúdos visuais que permitem uma compreensão melhor dos números que você gostaria de mostrar.

#7 Envolva pelas emoções

Como já dissemos, os argumentos que despertam sentimentos/emoções no ser humano têm impacto mais relevante do que aqueles que atuam na razão. Isso já foi comprovado pela neurociência. A partir dessa constatação, é possível pensar num posicionamento da sua marca online que emocione muito mais do que informe racionalmente. Conte uma história, envolva o consumidor, e deixe para apresentar seu produto depois de tocar a “alma” do consumidor. Crie um vínculo emocional com ele. Dessa forma, o cérebro irá registrar mais facilmente a sua marca, empresa ou produto, e tende a seguir em direção à compra. É importante que você saiba que ao tocarmos diretamente a memória do consumidor, evocamos imediatamente emoções que estão guardadas dentro dele. Já percebeu que muitos anúncios evocam cenas da infância? Use as emoções para associá-las à sua marca.

O que você acha dessas reações instintivas do cérebro? Já experimentou usar alguns desses gatilhos comportamentais?

Tyngu

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