Superstorm Entrevista: Tatti Maeda

Superstorm Entrevista: Tatti Maeda

Oi, pessoal!

A nossa série de entrevistas tem a participação de uma pessoa muito especial, que faz parte do dia a dia do Superstorm, nossa colaboradora sempre ativa por aqui.

Apresento a vocês: Tatti Maeda, se você ainda não a conhece, agora você tem a oportunidade de saber muito mais sobre ela, como foi seu início de carreira, o que ela pensa sobre o marketing digital e também sobre outros assuntos que você vai gostar.

Agora vamos a entrevista:

Tatti, como foi o início da sua jornada no marketing digital?

Foi bastante desafiadora. Eu sou formada em Publicidade e Propaganda com ênfase em Gestão de Negócios. Em 2010 comecei a me interessar por mídias sociais e ainda não via como um possível negócio. Estudei lendo muitos artigos de portais de fora e experimentando todas as mídias que eu via ser lançada no mercado. E procura “seguir” os profissionais que falavam nas mídias sobre o assunto.

Marketing como despesa x Marketing como investimento. Como você enxerga isso, diante da crise vivida no mercado?

Markerting é oportunidade. Vivemos um cenário de crise econômica, política e qualquer sinal de crise impacta diretamente na decisão tomada em relação a qualquer movimento: quanto mais na esfera profissional. Percebo que a tomada de decisão sobre “cortes” necessários permeia normalmente as ações de marketing mas não considero a saída mais correta: na crise é que mais devemos mostrar as vantagens associadas ao nosso serviço, produto, marca. As ações podem ser repensadas para não atingirem um custo muito elevado mas não devem parar.

Sabemos que você é bem ativa no LinkedIn, quais são as dicas para quem está começando a usar o LinkedIn como ferramenta de trabalho?

A PRINCIPAL dica é : Linkedin NÃO É apenas um currículo digital. É essencial estar atento a isso. Existe lá, inúmeros recursos GRATUITOS para que cada um de nós, apresentemos nossas vivências e passagens nas empresas, sobre os projetos que desenvolvemos e uma ferramenta das mais incríveis que o Linkedin disponibilizou no Brasil recentemente, o Pulse, que permite ser feita inserção e artigos longos (como numa espécie de blog) diretamente associado à sua conta.) Preencha bem seu perfil e compartilhe suas expertises através do Pulse. Lá você será visto pro inúmeros profissionais e empresas. A oportunidade profissional muitas vezes nasce aí!

Você utiliza bastante o Pulse e também é influente por lá. O que você gosta de escrever por lá? Deixe aqui alguns links de alguns conteúdos que você escreveu no Pulse.

Eu já utilizava o Pulse quando ele ainda era permitido apenas nos EUA. Tamanha minha certeza de que compartilhar o que conhecemos ajuda pessoas a ampliar o repertório e cria espaço para belíssimas trocas! Eu escrevo diariamente, sobre Marketing Digital, com foco em inovação e tendências. Além de tratar de causas e assuntos que movem toda uma sociedade, e precisa ser falado, seja no âmbito que for. Para vocês vou deixar indicado 2 link’s:
Estou infeliz no meu emprego: e agora? | https://www.linkedin.com/pulse/estou-infeliz-meu-emprego-e-agora-tatti-maeda?trk=pulse_spock-articles
Entenda o que é inteligência emocional! | https://www.linkedin.com/pulse/entenda-o-que-%C3%A9-intelig%C3%AAncia-emocional-e-por-ela-importante-maeda?trk=pulse_spock-articles

Como está sendo o feedback de quem acompanha seus textos no Pulse?

Eu fiquei absolutamente surpreendida, nunca antes recebi tantos feedbacks em artigos que disponibilizo em blog’s.E isso se deve a plataforma: no Linkedin a maior parte dos usuários buscam informações diversas sobre sua área de atuação profissional , sobre o mercado e inclusive sobre como cuidar e equilibrar vida profissional com vida pessoal. Recebo comentários que agregam muito mais valor ao conteúdo e gera bate papo entre os usuários. Acho isso simplesmente fascinante.

Sabemos que você também é palestrante. Como é seu dia a dia quando planeja uma nova palestra? Quais são os assuntos que você mais aborda nelas?

É verdade! As palestras, workshops se tornaram parte do meu dia a dia profissional e isso tem se tornado na verdade a principal missão entre tudo que faço profissionalmente a que tenho me dedicado. A curadoria de qualquer palestra é feita por mim no dia a dia. Eu leio muito e isso permite que meu repertório seja constantemente atualizado e isos facilita o desenvolvimento do tema. Minha especialidade é focada em Marketing Digital. Possuo uma expertise muito grande na área de Gestão de Conteúdo e SAC 3.0 e particularmente me dedico bastante em tudo que envolve universo digital e crianças, com boas práticas , aculturamento e netiqueta para uso das mídias sociais.

O que te inspira?

Que pergunta especial essa. Minha inspiração vem do desejo imenso que tenho de preparar um mundo melhor para meu filho, Gabriel de 7 anos. Para mim a esfera digital mudou demais a forma com que as pessoas interagem, consomem, se expressam, se enxergam, se projetam. E no meu ver, ainda temos muito o que aprender sobre como lidar com tudo isso. Eu não imaginei ver tão rápido pessoas “doentes” , altamente viciadas em acesso a este universo. Penso que, multiplicar o que aprendo e estudo, pode nos ajudar a criar pessoas mais conscientes sobre os benefícios, vantagens e oportunidades que ganhamos com tudo isso e que aprendam a lidar dentro deste ambiente de forma saudável. Essa é minha inspiração.

O que você pode dizer para quem está iniciando sua jornada no marketing digital?

Trabalhar com Marketing Digital é MAIS que gostar de usar mídias sociais. Muito mais. Isso precisa ser muito claro. Para aparecer neste universo gigantesco, é preciso se dedicar estudando, praticando e se propor a entender tudo que nasce dia a após dia nessa esfera. Não estou dizendo que precisa estudar na faculdade mais cara, fazer cursos com valores estratosféricos, mas fique sempre ligado no que o mercado oferece de forma colaborativa, gratuita e muitas vezes com valores super simbólicos. Foi assim que conheci muitas pessoas e pude aprender demais.

Quais são os seus maiores desafios?

Para atuar na área, vejo como desafio quesitos de ordem bem pessoal: lidar com esse meio exige AGILIDADE, PROATIVIDADE, muita DEDICAÇÃO, muito ESFORÇO. Senão nos tornamos apenas mais um no meio de tantos. E financeiramente é desafiador também: todo começo é mais difícil nem sempre vamos receber (nem perto) do que merecemos, mas os ganhos acabam surgindo de outras formas. Tem que se preparar para encarar isso.

O empreendedorismo feminino está crescendo cada vez mais e isso é muito importante para o nosso ecossistema inovador. Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelas mulheres?

Neste meio digital, vejo que nós mulheres encontramos um espaço onde fica difícil sermos coagidas e algo ficar impune. E isso é simplesmente incrível. O que eu vejo como maior dificuldade sobre esse assunto tem mais a ver com resolvermos essas questões de preconceito e visão de submissão que muitas de nós sofremos por parte de alguns homens que no que diz respeito a sermos a profissional que for. Trata-se mais de repensarmos como educamos meninos e meninas. Parar de impor diferenças que não fazem sentido algum. Cada um de nós é bom em algum e todos podemos prosperar profissionalmente. Independente de gênero, é isso que penso.

O que você pode dizer sobre a febre do Periscope? Para qual público é ideal usar?

Na minha visão, o Periscope cumpre uma missão antes difícil de se cumprir nos elos digitais: a interação muito mais humanizada. E despretensiosa: a ideia lá é mostrar parte do que nosso momento no dia. Seja profissionalmente, pessoalmente, divertidamente. A menor preocupação que devemos ter ao fazer transmissões via Periscope é com aparência, onde estamos, nada disso importa muito o que realmente importa é a conversa com os seguidores.Sobre público ideal eu não delimitaria. Nunca sabemos quem se beneficiará com algo que compartilhamos certo? ( :

Agências digitais: Como você imagina que elas serão daqui um tempo?

O que eu acredito fortemente é que as agências digitais vão sumir. Elas serão absorvidas por grandes grupos de comunicação ( como WPP ) e agregadas como nichos, para que se faça uma atuação casada com outras estratégias ligadas ao trabalho de Relações Públicas, Jornalísticas e de promoção e interação com o mercado. E uma coisa muito importante: só estará nesse grupo seletos de comunicação aqueles que se DESTACAM na atuação independente: os BONS se destacarão e seguirão. Que faz apenas o trivial e o mais do mesmo… não.

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